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Sincofarn participa de reunião da CBFARMA e leva debate sobre fiscalização na publicidade de suplementos

Nesta quarta-feira (07), a presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado do Rio Grande do Norte (Sincofarn), Luzia Diva Cunha Dutra, marcou presença na reunião da Câmara Brasileira de Produtos Farmacêuticos (CBFARMA) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em Brasília, ao lado de representantes e entidades do setor, para discutir temas que impactam diretamente a atividade farmacêutica.

Na ocasião, Diva apresentou um diagnóstico sobre os impactos da propaganda irregular de suplementos alimentares na mídia, alertando para situações em que apresentadores ingerem produtos ao vivo e atribuem a eles benefícios terapêuticos sem comprovação científica. Diante disso, a dirigente defendeu ações coordenadas da CBFARMA junto à Anvisa, ao Conar e ao Ministério das Comunicações para expandir a fiscalização da publicidade enganosa também para a televisão aberta e por assinatura.

O alerta da entidade baseia-se em dados da Pesquisa Nacional sobre Suplementos Alimentares 2026, do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Corporativa (IFEPECFE), que apontam que 52% das compras desses produtos já ocorrem fora das farmácias e apenas 8% dos consumidores indicam o farmacêutico como principal influenciador na decisão de compra. Além disso, estatísticas da própria Anvisa revelam que os suplementos concentraram 63% de todas as investigações sanitárias abertas pela agência entre 2020 e 2025, em sua maioria por publicidade enganosa.

O posicionamento levado pelo Sincofarn RN busca garantir a segurança sanitária da população e reforçar o papel do farmacêutico no canal de vendas.

Conduzida pelo presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o encontro contou com a participação de sindicatos e instituições do segmento farmacêutico de todo o país e também debateu outros assuntos de interesse do setor, como Reforma Tributária, regulação sanitária, Farmácia Popular e proteção de dados.

Fonte: SINCOFARN